sábado, 17 de agosto de 2019

Lá vem os 31

Não é possível, mas já? Eu mal me recuperei dos 30 e já estou indo pros 31? Brincadeira, to só fazendo drama. Na real aconteceram tantas coisas nesse último ano que eu deveria estar comemorando 67 anos.

E não sei se tem ligação com a proximidade das festividades, mas, essa semana eu tirei pra ser o que eu chamei de: fofa sincera. E o que um amigo chamou de: semana da gratidão. E foi exatamente isso, durante toda a semana, sem me programar ou me obrigar, agradeci, elogiei e disse coisas legais pra pessoas especiais pra mim.



Foi algo simples, desde elogiar um sorriso ou dizer o quanto gosto de ter esse alguém por perto. E não foi da boca pra fora não, ou pra manter o script. Eu realmente sinto isso. As vezes é um pouco difícil pra mim, falar sobre essas coisas, mas, acredito que com prática, aos poucos vai se tornando mais natural no meu dia. Me fez bem e fez ainda melhor pra quem recebeu e se tornou um ciclo vicioso.



Sei que estou num momento da minha vida em que eu quero me conhecer, me entender, me descobrir. Mas esse negócio de eu eu eu tem me incomodado bastante. Então, estou praticando exercícios de ouvir sem falar, de olhar pra fora e pro outro, e de agradecer e elogiar.

Outra coisa que aconteceu essa semana e mexeu comigo foi a respeito de um pedido que um colega de trabalho me fez. E não poderia ter vindo em melhor momento. Momento que o meu ano novo se aproxima e eu estou aqui fazendo planos. Em uma discussão sobre fazer um curso de um investimento alto que poderia alavancar minha carreira eu tive a brilhante ideia de recusar (falo mais sobre isso daqui a pouco) e diante dos pontos que levantei, ele disse pra eu fazer uma lista de coisas que eu gostaria de fazer (como carreira), algo parecido com os exercícios do Viaje pra Dentro. Uma lista sem julgamentos, preconceitos ou me preocupar se aquilo vai me dar dinheiro não. Simplesmente fazer a lista. E aquilo me deixou chateada, porque é meu ponto fraco: o que quero fazer. Resolvi não pirar. Mas, sentar, meditar e deixar aquilo que está gritando no meu coração sair em forma de lista. E engraçado porque eu compartilhei esse acontecimento com um amigo e ele me disse: Aquela ideia de trabalhar com animais vai entrar nessa lista?

Eu fico assustada como algumas pessoas me conhecem tão melhor, melhor do que eu em alguns momentos hahahaha. Mas, a verdade é que essa ideia existe e eu só preciso de coragem pra entrar em movimento.

Antes de continuar a falar, quero explicar porque recusei o curso, já que a empresa iria bancar 80% e seria ótimo pro meu currículo. Simples, fazer esse curso vai contra o meu propósito, contra meus sonhos. Se eu fizer ele, vai ser só mais uma coisa que eu estaria fazendo por causa dos outros, como passei minha vida toda fazendo. E eu senti orgulho de mim por ter recusado. Iria contra o que meu coração acredita e também seria injusto fazer a empresa investir nisso.

Eu já falei um montão, mas, ainda quero usar esse post pra fazer um resumo de como foi meu ano e como tanta coisa mudou em tão pouco tempo. Saturno não veio pra brincadeira.

Resumão dos 30: Bom, de cara, assim que completei 30 anos, larguei o emprego e embarquei sozinha pra minha primeira viagem pra Europa. Onde passei mais de 40 dias com uma mochila nas costas. Realizei um sonho que tenho desde os 16 anos, caminhei 800km desde SJPP até Santiago de Compostela. Sim, eu fiz o caminho francês de Santiago (até coloquei no meu currículo hahaha). E quando eu cheguei no portal de entrada de Santiago eu encontrei minha espada, recuperei minha essência e lembrei quem eu era, e mesmo que ainda não saiba pra onde ir, eu havia me curado. Eu não posso colocar nesse post tudo o que o Caminho fez e ainda está fazendo por mim, isso merece um post especial, mas, posso dizer que ganhei uma família internacional, ganhei amigos no Brasil que eu amo e que através deles conheci lugares e pessoas incríveis que me surpreendem e com quem aprendo todos os dias, eu nem consigo mensurar tudo o que ganhei simplesmente por caminhar.

Foi no caminho que eu vi coisas que precisavam mudar na minha vida. Foi difícil. Eu terminei um relacionamento de 10 anos. Fechei um ciclo. Voltei pro antigo emprego (o que eu chamo de chutar o balde e ir buscar hahahaha ou dar dois passos pra trás pra pegar impulso), afinal eu precisava pagar os boletos. Entrei em depressão, cavei ainda mais o meu fundo do poço, sofri e me senti um barco a deriva.

Me mudei e agora, pela primeira vez, estou morando sozinha. Aprendi a ter paciência com todas as etapas da mudança, da bagunça, montar móveis, ficar deprê sozinha. Nunca estive tão indisciplinada na vida: não tenho hora pra dormir, nem pra acordar, como tudo errado, bebo demais, só vou pra academia se alguém me arrasta, não leio, não assisto meus vídeos motivacionais, nada. Eu to vivendo uma vida bohemia. Mas, quer saber? Acho que mereço.

Fui iniciada no reiki nível 2 para dar início no meu projeto pra trabalhar com cura alternativa em animais. Vendi um apartamento e investi o dinheiro pra me ajudar um dia a tocar o projeto de passar um tempo fora. Afinal, se eu quero morar numa casa na praia, porque eu tinha comprado 2 apartamentos em Joinville?

Resolvi entrar numa jornada pra descobrir quem sou eu, do que gosto, o que me serve. E agradecer, mas, deixar pra trás o que não me serve mais. Descobri que eu sou feita de luz e amor e que ele chega a transbordar.

Foi um ano louco. E eu agradeço por cada dia, por cada tombo e por cada milagre.

O que eu espero dos 31: Espero sinceramente que eu continue. Continue a me redescobrir, continue a me aventurar. Que eu me torne mais disciplinada (senão eu não chego nos 32 hahahaha), volte a correr, a acordar mais cedo e a estudar para dar um gás nos meus projetos. Que eu continue a me permitir conhecer tantas pessoas incríveis. Que eu seja menos superficial e mergulhe de cabeça nas amizades, no que eu me proponho a aprender e na vida. Falando em mergulhar, seria uma boa voltar a nadar. Que eu seja mais consistente naquilo que me proponho a fazer. Que eu volte a escrever diariamente.

Eu acho que estou no caminho certo, percorrendo o caminho do auto-conhecimento que aos poucos vai me mostrando quem eu sou e o que eu nasci pra fazer.

Hey 30, você foi foda!
Veeeeeeem 31!


Um beijo.

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