quinta-feira, 28 de junho de 2018

Um sonho...

28 - Escreva uma história baseada em um sonho que você teve



Cativeiro. Eu e meu noivo havíamos sido pegos e levado para um lugar desconhecido, escuro e sujo. Na sala, além de nós dois, haviam mais três pessoas, bandidos, assassinos.

Eles tinham a voz alterada, não estavam nem aí para negociação. Sua paciência, se algum dia existiu, não existia mais.

Agiam com muita violência, não tinha como escapar. Seu discurso de ódio, de intimidação, nos deixava cada vez mais encurralados. Eles nos batiam, nos cortavam e não pediam nada, faziam aquilo apenas por simples prazer.

A gente tinha que agir o mais rápido possível, senão não haveria mais amanhã pra nós dois.



Minhas mãos estavam soltas e na mesa ao lado da cadeira onde eu estava havia uma mini serra elétrica. Como num dos meus piores pesadelos, uma serra elétrica, eu morro de medo de serras. Mas, era tudo ou nada, minha vida estava em jogo.

Fiquei esperando uma oportunidade, um momento de distração para que eu puder agir. Discretamente fiquei analisando como que a serra funcionava, como eu a ligaria.

Os bandidos estavam tão alterados que começaram a discutir entre si, e teve um momento que os três esqueceram da gente e, com a voz já bem alta, sem empurravam e se xingavam. Era a minha chance.

Segurei a respiração, era tudo ou nada. Quando eu fiquei de pé, numa atitude muito imprudente e, ao mesmo tempo, com uma precisão inacreditável, meu noivo me olhou assustado e não teve reação. Eu peguei a serra, puxei a corda e dei a partida. Ela ligou de primeira.

Acho que minha ação foi tão imprevisível que ninguém reagiu. Como tomada por uma corrente de adrenalina, eu avancei em direção aos bandidos, apontando a serra, gritando frases de intimidação. Um deles tentou reagir e eu acertei seu braço num corte certeiro.

Essa minha atitude de sobrevivência, deve ter assustado a todos, porque os próximos movimentos deles foram de defesa. E toda fúria agora eram olhos arregalados de medo. Mas, eu não parava, continuei avançando e acertando partes do bandidos com a serra. Gritos de dor e de súplicas ecoavam pelo prédio abandonado. Meu noivo, agora de pé, pegou um martelo que havia sobre a mesa e entrou na guerra conta os assassinos.

Deixamos eles machucados o suficientes para que pudéssemos fugir sem problemas. Estávamos livres e meu corpo todo, cheio de sangue, tremia.


Um beijo.

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