quarta-feira, 6 de junho de 2018

Terror...

6 - Escreva algo de terror


Todos já tinham ido embora e eu agora estava sozinha, a noite tudo parece ser assustador, os barulhos parecem ficar mais altos e a gente começa a achar que viu o que não existe.

Aquela casa antiga parecia viva, a madeira range e o vento, que agora parecia mais forte, fazia vibrar o vidro das janelas.

- "Maldita fiação antiga". Pensei quando as luzes começaram a piscar. E de repente pararam.

Fui até o banheiro e fiquei reparando as linhas do meu rosto. Foi quando lembrei de todos os cremes anti indade que eu havia comprado e nunca usei. Por via das duvidas, passei dois.

Quando eu ia deitar na cama, as luzes piscaram novamente, até que apagaram de vez. - Droga!

Eu odeio luz de velas, deixa tudo mais sombrio. Abri a gaveta e tateei até encontrar uma vela e uma caixa de fosforos. Acendi. E uma rajada de vento a apagou. - Ué, não lembrava de ter deixado essa janela acessa.

Fechei a janela e acendi novamente a vela. Nesse momento o meu coração já estava acelerado e minha mão suava um pouco.

Voltei para o quarto e sentei na cama, pensei em ler alguma coisa para distrair a mente. Abri o livro e devo ter lido o primeiro paragrafo umas 7 vezes.

As madeiras do corredor que dava de frente para a porta do quarto começaram a estalar mais do que o normal, como se alguém estivesse caminhando. E, a impressão que eu tinha era que alguém estava me observando pela porta entreaberta.

Nesse momento eu já estava com tanto medo que nem conseguia me mexer, minha cabeça estava quente, meu corpo todo suava. Tentei rezar, mas não lembrei de nenhuma oração. Meu corpo estava completamente imóvel.

Tem alguém ali, tenho certeza. Meu coração era a bateria de uma escola de samba. O som, que havia parado, foi se aproximando, e foi ficando cada vez mais perto. A janela voltou a se abrir e o vento gelado lambeu meu rosto e soprou a vela. Breu total, apenas uma leve luz azul escura entrava pela janela, era notei de lua cheia.

E, sob aquela luz difusa refletindo na cama, pude ver como se algo movimentasse os lençois lentamente, cada vez mais perto. Já não sabia que fechava os olhos, se gritava, a boca estava seca.

Foi chegando mais perto e, senti ceder o assoalho do meu lado na cama. Nesse instante a luz voltou e não havia nada. Saí correndo em direção da porta, peguei as chaves do meu carro e fui embora.


Um beijo.

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