quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Terceiro dia em Cusco - Dia de conhecer o Vale Sagrado

Hoje tínhamos um passeio agendado pelo vale sagrado. Esse passeio é o dia inteiro (e é super corrido porque passa por vários lugares). Nesse dia a gente já estava um pouco mais acostumados com a altitude. Tomamos café cedinho no hotel e a agência veio nos buscar.

Já no começo do passeio o guia pediu para que todo mundo seguisse a risca os horários porque seria um passeio bem corrido. Esse é o maior problema de fazer passeios guiados, ter hora pra tudo. Mas, não tem como fazer esse tipo de passeio sozinho, então, tive que fazer.

Esse foi o único guia que não gostamos. Ele era muito apressado, a gente não conseguia ouvir o que ele dizia, era meio desinteressado em explicar as coisas. Uma pena.

Na ida, passamos por um lugar no meio das montanhas, que eu nem sei como explicar. Era maravilhoso. Uma visão única. A gente lá, pequenininho, no meio daquelas montanhas imensas.



Paramos em um mirante para tirar fotos. Eu simplesmente não acreditava no que estava vendo. E foi nessa parada que eu senti o drama de como seria corrido o passeio hehehe. Eu mal desci do ônibus e comecei a absorver a beleza do lugar, quando olho pra tras, todos estavam de volta no ônibus, me esperando. Mas, heim? Tirei umas fotos, voando, e saí correndo.



Nossa próxima parada foi Pisac. Considerada uma ruína tão importante quanto Machu Picchu (mas não tão famosa hahaha) é um lugar muito doido. Tem uma vista maravilhosa e muita história. Um lugar que foi habitado por uma população mais simples (é possível notar isso pelo tipo de construção).



E também tinha um imenso cemitério. Tem um paredão atras da ruína, cheio de buraquinhos. De acordo com o guia, cada buraco era uma tumba. Antigamente os mortos eram mumificados e enterrados junto com seus pertences (pasmem, os mais ricos tinham até pessoas que os serviam mesmo DEPOIS DE MORTOS). Na época da colônia e até depois, muitas tumbas foram violadas para ter o ouro ou outras coisas de valor roubadas.



Depois de ter uma aula sobre o local, tivemos cerca de 20 minutos para olhar o lugar (ou seja, nao conseguimos subir e ver a cidade). Vimos um pouco do lugar e voltamos.

Passeamos pela feira de artesanato de Pisac (que é gigaaaaaaante e tem de tudo, mas, não achei muita diferença entre os preços no centro de Cusco e as coisas são tão falsas aqui como lá hahahaha mais tarde eu explico melhor).



Neste dia o almoço estava incluso. Então, depois das comprinhas, fomos almoçar em um buffet de comida tipicamente Peruana, a gente só precisava pagar a bebida. No buffet tinha de tudo: carne de alpaca, seviche, choclo (milho), batata, platano (banana)... tinha bastante opção.



Eu, sinceramente, achei a comida peruana meio esquisita hahaha. Não sei bem se foi o tempero, ou outra coisa. Pra beber eu pedi Chicha Morada, que é um suco feito do milho roxo. Eu já havia experimentado aqui no Brasil, mas, queria ver se lá era diferente. Não, era tão doce igual o que eu tinha provado aqui no Riconcito Peruano hahahaha.

Depois do almoço, seguimos o passeio em direção a Ollantaytambo. Muitas pessoas terminam o passeio nesse ponto e pegam o trem com destino a Machu Picchu (é uma forma inteligente de economizar com transporte, porque essa estação fica a cerca de 2 horas de Cusco).

Agora vou dar uma dica de amiga! Você decidiu ir pra Cusco, legal. Comprou a passagem de avião, o ingresso de entrada pra Machu Picchu e a passagem de trem. Ótimo. Sabe qual é o próximo passo? Preparação física. É, isso mesmo. Principalmente se você for uma pessoa sedentária. Tire uma hora do dia para fazer uma caminhada, pare de usar elevador e comece a subir umas escadas. Faça isso e depois me agradeça hahahaha. Os passeios exigem bastante do preparo físico, primeiro pela quantidade de subida, degraus, etc. Mas também porque somado a tudo isso, a altitude PEGA!



Quando a gente chegou nas ruínas de Ollanta, eu pensei: Uau, que lindo! Parece uma cena de um filme do Indiana Jones, sério. E logo em seguida e comecei a olhar as escadarias e aí o ar já faltou hahahaha. Eu sou uma pessoa ativa, faço musculação, corrida, natação e comecei a subir escada no trabalho meses antes da viagem. Mas, nada te prepara praquelas escadas hahahaha.

Eu via pessoas idosas subindo aquilo e, eu não podia desistir. Subi. Parei pra respirar. Subi mais um pouco. Tomei fôlego. E cheguei no topo.



Ollanta tem uma história bem legal. É impressionante ver o conhecimento em astronomia que os Inkas tinham naquela época. Cada um de seus templos eram construídos estrategicamente em locais onde: os primeiros raios de sol do solstício de verão/inverno tocam. E eles eram tão psicopatas com isso que alteravam até as pedras/montanhas onde o sol saída. Uma prova disso é o perfil de um inka na montanha em Ollanta, no ponto exato onde o sol sai.

Na montanha também tem um perfil de um homem, ao lado de uma construção feita para armazenamento de comida. Essa construção foi construída em um local que, mesmo em dias de sol forte, ela fica sempre bem ventilada. Diz a lenda que esse "rosto" esculpido ao lado do silo é um Deus inka. E o silo está posicionado como se ele estivesse carregando em suas costas.



Lá em cima, no templo inacabado de Ollanta, existem várias pedras perfeitamente cortadas. E aquele tipo de pedra só existe em uma montanha da região, ou seja, aquelas pedras imensas tivessam que ser carregadas montanha a cima para a construção do templo.

Depois de descansar e ouvir todas essas histórias lá em cima, começamos a descer. Estou em dúvida o que é pior. A subida é cansativa, mas, a decida é perigosa. Degraus e mais degraus sem padrão nenhum e sem corrimão. Tomem muito cuidado com a descida.

Nosso passeio continuou e a próxima parada era uma vila em Chinchero. O caminho até lá é muito lindo, com montanhas gigantes cheias de neve. Você se perde com tanta beleza natural.

A vila em Chinchero é um local onde se tinge a lã de alpaca, de forma natural. E onde são feitos vários trabalhos de lã original.

As meninas servem chá de coca e nos mostram como a lã é trabalhada e como todas as cores são conseguidas através de plantas. Quando a apresentação termina, a gente pode comprar coisinhas.

Acho que legal que as agências levam a gente em pequenas vilas para ajudar o comércio local. Isso acontece em chinchero na vila dessas mulheres que trabalham a lã, aconteceu no restaurante onde almoçamos e em vários momentos dos passeios. Diferente de outros passeios, em outros lugares, onde o turista é sempre levado aos grandes pontos de venda, grandes restaurantes. No Peru a prioridade são os pequenos criadores (pelo menos foi o que eu senti hehe).



Seguimos o passeio em direção a uma igreja em Chinchero. Já estava anoitecendo, o comercio local já estava fechando, mas, deu tempo de visitar a igreja. O local era um templo inka que foi destruído e construído uma igreja catolica no local. Em toda a decoração se ve a mistura das duas culturas, as cores, os espelhos.

Essa foi a última parada do passeio. Voltamos para o ônibus e começamos o caminho de volta para Cusco.

Nosso guia nos deixou na plaza de armas, de onde fomos caminhando até o hotel. Mais tarde eu saí para comer alguma coisa e comprar água. Tinha uma cafeteria do lado do hotel, mas, a hora que eu saí ela já estava fechada. Então fui em um outro lugar que tinha visto mais cedo naquele dia.

É uma lugar bem simples que serve café e empanada. Pedi um combo de chocolate quente com empanada mista. Chococate ruim, empanada ruim hahahaha. Eu achei que a empanada Peruana seria como a empanada Chilena. Mas, não é, é muito ruim hahahaha. Mas, matou a fome.

Passei no mercadinho, comprei salgadinho, cookies e água e voltei pro hotel. Onde comi assistindo TV e descansei pro próximo dia.

Um beijo.

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