segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Segundo dia em Cusco - Mal da Montanha e City Tour

Socorroooo! To sem ar! Foi assim que eu acordei no segundo dia em Cusco, com a sensação que a qualquer momento não ia ter ar. Levantei, me acalmei e aos poucos fui melhorando. Mas, resolvi descer, tomar um chá e ficar 5 minutos no oxigênio para evitar enjoo, dor de cabeça e etc.

Ahhhhh, o chá de coca. Ele é muito ruim hahahaha. Tomei puro, tomei com açúcar, e no fim me acostumei porque era necessário, melhor que ele só mascando a folha. O segredo é ir mascando aos poucos, coloca 3 folhas na boca e vai mascando e tomando o liquido que ela vai soltando.

Também existe um remédio que se compra na farmácia para aliviar os sintomas. Tem a versão química e versão mais natural. Chegue na farmácia e peça pelo Soroche Pills, não tem erro.


Fomos tomar café no hotel, e que café meus amigos! E que vista linda. Uma delícia, bem completo. Eu amo café de hotel hehehe. Não sei se era o meu nariz, mas, tudo tinha cheiro de coca: o pão, a toalha de banho, tudo hahahaha.


Tínhamos a manhã livre, nosso city tour era apenas no período da tarde. Se vale a pena o City Tour? Vale demais! Pela história e pelos lugares com certeza. Bem diferente de um city tour convencional.

Como o Ronan não estava muito bem, eu fui dar uma volta sozinha pelo centro da cidade. Passei pela pedra dos 12 ângulos, fui até San Blas, andei com calma pelas ruazinhas estreitas cheia de casinhas coloridas e antigas, tirei foto com alpaca, e por aí vai hehehe. Dei uma volta pela Plaza de Armas e voltei para hotel, onde a menina da agência já tinha deixado nos Boleto Turístico.




O Ronan melhorou e foi comigo até o mercado de San Pedro que é imenso e vende de tudo. Tem comida típica, tem artesanato, lembrancinha, itens feito de coca (inclusive a folha), maca, quinoa, tudo. Vale a pena o passeio e o mercado Orion fica em frente. A rua é bem linda, tem a igreja San Pedro, o portal e várias lojinhas e restaurante. no caminho até la.




Almoçamos em um restaurante na plaza de armas chamado Inka Grill, que tinha uma comida bem gostosa.




E, na hora marcada, a menina da agência veio nos buscar no hotel e nos levou até a frente da catedral, onde iríamos encontrar nosso guia. Ela também nos entregou o ticket de entrada da catedral, que estava incluso no passeio. Para conhecer a catedral sem pagar nada, basta ir nos horário de celebração. Porém, recomendo fazer o passeio guiado, para conhecer um pouco da história, e ver como as duas culturas (espanhol e andina) se fundem na religião.



Uma coisa curiosa sobre as agências de viagem é que não são eles que te levam nos passeios, eles apenas vendem os pacotes. Os guias e carros são terceirizados (não sei como chama isso haha). Como 80% de Cusco vive do turismo, a maioria dos locais são guias que ja fizeram todo o tipo de passeio e conhecem muito da história, das lendas. E uma coisa que eu achei super interessante, a língua principal não é o Espanhol, mas, o Quechua. Todos eles são bilingues.



Na catedral a gente ouviu sobre a história do Deus Viracocha, que está representado por uma pedra oval bem na entrada. Vimos também todo o trabalho minucioso de arte dos peruanos, seus santos, suas crenças. A famosa imagem de um Jesus Cristo moreno crucificado e sobre a história do terremoto que tornou essa imagem tão famosa. Vimos também a famosa imagem da santa ceia andina, onde possui pratos típicos peruano, ao invés do pão e do vinho e, ao invés de Judas, o rosto de Francisco Pizarro olhando para quem olha a obra (não pode fotografar no interior da catedral).

A parte mais impressionante, pra mim, são as imagens dos santos talhadas na madeira. O que mais impressiona neles são os detalhes dos rostos, mão, unha, tudo.

Saindo da catedral, fomos caminhando em direção a Qoricancha (templo do sol ou Convento Santo Domingo). No caminho a gente parou pra ver um pedacinho de uma ruína recem descoberta de Kusicancha (que mais tarde fomos descobrir que foi onde nasceu Pachacuteq o cara que foi "o cara" no império inka).

Nessa parada o guia aproveitou pra contar um pouco sobre a arquitetura e engenharia inka. Paredes que sobreviveram a terremotos extremamente destrutivos. Eles eram geniais.

Pachacuteq, o imperador inka mais importante da história, que foi o responsável pelos maiores feitos na época, conquistou muitos povos. Cada povo tinha sua crença, seus deuses. E ele respeitava isso. E por conta disso, no templo do sol (Qoricancha) haviam varias aberturas na parede onde a representação desses deuses ficaram expostas. Hoje não existe mais nada, apenas pequenas janelinhas em formato trapezoidal, que é um simbolo da arquitetura inka.

Lá também tem um museu, mas, a gente não foi no city tour, deixamos para fazer o museu outro dia, por conta.

Calma, parecem ser tudo nomes impossíveis de gravar e decorar, mas, aos poucos vocês pegam o jeito. Eu só entendi os nomes quando cheguei lá hahahaha.

Falando em inka, uma coisa que eu aprendi e achei um barato foi que Inka eram apenas os reis, o povo era quechua (assim como a língua era quechua). A língua quechua não tinha escrita, por isso que na época dos inkas ninguém escrevia sobre seus feitos, foi com a chegada dos espanhóis que começaram as literaturas. Muito do que se sabe hoje da história inka é retirado do livro de Inca Garcilaso de la Vega, esse livro se encontra a venda nas livrarias da cidade.




Saímos de Qoricancha e fomos pegar um micro ônibus para continuar o city tour. A próxima parada é o Sacsayhuaman, que pra mim foi o ponto alto do passeio. Pena que ficamos pouco tempo. O lugar é lindo, aberto, era usado para realização de rituais e festas. Pensei até em voltar ali com mais calma, mas, acabou não dando tempo.



Depois fomos até Tambomachay, o templo da água. Onde existem canais perfeitos de canalização de água. Como já estava escurecendo, não fomos até Pucapucara, infelizmente. Fomos por último em Qenqo, local onde eram realizados rituais religiosos. Mas, só vimos uma caverna. Já era noite e o passeio fica bem perigoso.




O passeio é lindo e eu amei ouvir as histórias, as lendas e todas as crenças. Foi nesse passeio que a gente conheceu sobre a trilogia inka: a serpente, o puma e o condor. Acabei não comprando a escultura em pedra da trilogia na hora e me arrependi, depois fiquei procurando em todas as feirinhas que entrava hahahaha.

Na volta ainda paramos em uma loja que vende roupas confeccionadas com lã de alpaca e eles nos ensinaram a ver a diferença entre uma lã legítima e as falsianes que são vendidas pelos "pega-turistas" no centro da cidade. A maioria é falsa, se quiser uma peça de verdade, prepare-se para desembolsar uma boa grana.

A agência nos deixou na Plaza de armas e de lá fomos caminhando até o hotel, no caminho, na rua do hotel mesmo, tinha um mercadinho, onde a gente sempre comprava lanchinhos e água.

Cada vez que eu passa pela plaza de armas ficava encantada com os prédios antigos, como numa cidade europeia. E na quantidade de artistas na rua, oferecendo suas artes coloridas, até trouxe uma pra casa.

Fomos jantar num restaurante chamado Cicciolina que estava super bem pontuado no tripadvisor e todos os blogs falavam bem.




Pedimos tapas e uma taboa de queijo de entrada, só pra começar, a intenção era pedir o prato principal depois. Os tapas chegaram e eram bem esquisitos. Gostoso, mas, esquisito hahaha (não serve para dividir em 4 pessoas). A nossa taboa de queijos demorou mais de uma hora para chegar, quando chegou eram uns 4 pedacinhos de queijo com pão velho queimado. Tão triste hahahaha.

Resolvemos não jantar ali, pagamos a conta (cara) e fomos jantar na bodega 183, de novo porque lá era certeza que seria bom hahaha.




A fome tinha alcançado níveis (g)astronômicos, então eu e o Ronan, que temos o olho maior que a barriga, pedimos 1 pizza e 1 massa para dividir (peçam o carbonara porque é divino). A pizza não durou tempo o suficiente para ser fotografada, desculpa.



Devidamente alimentados, voltamos para o hotel.


Um beijo.

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