sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Quarto dia em Cusco - Maras e Moray

Nosso dia começou com um café gostoso no hotel e com um passeio logo cedo. Hoje o passeio era apenas no período da manhã, ou seja, nossa tarde estava livre.

O guia veio nos buscar e começamos o caminho em direção a Moray.

Durante todo o percurso o nosso guia ia contando histórias (fatos científicos e lendas) e ia explicando o que era cada coisinha que a gente via. Paramos em um mirante para fotos com uma montanha no fundo, mas, por conta das nuvens baixas, a montanha estava escondida.

Nosso guia era um apaixonado por seu povo, cultura, lendas. Contava com detalhes todos os lugares por onde a gente passava. Contou com pensar sobre a invasão espanhola, mas, era bem sensato em entender que era a realidade da época, dos conquistadores.



Ele já fez todo os tipo de passeios: de aventura, místicos. Por isso, ele conseguia nos contar vários fatos super interessantes.



Nossa primeira parada foi em Chinchero, onde acabamos repetindo o passeio na vila onde as meninas ensinam como trabalham com a lã de alpaca (que falei no post anterior). Depois seguimos em direção a Moray.




Moray é famoso por seus círculos perfeitos, com excelente acústica, construído no império inka. Diz a lenda que foi utilizado como anfiteatro, mas, o mais provável é que tenha sido um laboratório agrícola, onde os inkas testavam sementes, semeavam, testavam solos e clima. Cada círculo foi construído em uma altura específica, cada andar tinha 1 grau de diferença, ou seja, possuía seu próprio micro-clima.



Foi um local muito utilizado para passeios místicos, onde aconteciam rituais e até acampamentos. Mas hoje, para conservar o local, esses passeios não acontecem mais.

Quando chegamos na parte mais baixa do passeio, o guia ficou dando uns gritos pra gente ter noção da acústica do lugar. Vimos de perto os degraus flutuantes construídos pelos incas. Escadas formadas por pedras cravadas nas paredes.



Conhecemos todo o sítio arqueológico e começamos a subir para voltar. A subida, como sempre, foi dif'cil e ofegante hahaha.

Voltamos para o ônibus e continuamos o passeio. Passamos por vários vilarejos muito simples, com pessoas muito pobres. E o guia explicou sobre a falta de apoio do governo, que pegava todo o dinheiro arrecadado em cusco e devolvia cerca de 15%. Lugares com saúde e educação precária, onde crianças que vão pra escola descalças, sem proteção contra o sol que, por ser muito próximo, castiga. Falou também sobre a iniciativa de se construir um aeroporto internacional em Cusco, o que destruiria o berço de muitos animais e que, por conta disso, o povo era contra.

Chegamos então nas Salinas de Maras. De onde é extraído um sal muito puro. Brota sal líquido das montanhas a mais de 5 mil anos. É possível visitar o local onde o sal é extraído, a gente até provou a água salgado que, depois que evapora fica somente o sal nas mais de 3 mil piscinas.



No local possui um comércio onde é possível comprar artesanato e o famoso sal. Compre aqui, é o local mais barato.

Depois de passear pelas salinas e fazer compras, começamos nossa viagem de volta a Cusco.

Chegamos em Cusco cheios de fome hahahahah e fomos conhecer um restaurante italiano que eu havia ouvido falar muito bem. Fica numa lateral da plaza de armas e se chama Incanto.

Restaurante Incanto
Endereço: Santa Catalina Angosta, 135. Plaza de Armas, Cusco

Tem um forno a lenha bem no meio do restaurante e em suas paredes de pedra, lembrança da engenharia inka.

Pedi uma inka cola (que eu já tinha provado aqui no Brasil, mas, precisava provar na terra natal né?). É ruim, é doce. Mas, todo mundo precisa provar hahahaha. De entrada a gente pediu uma polenta com cogumelos. Meu, melhor entrada da vida. Sem-or! que delícia.



Como prato principal, eu e o Ronan dividimos uma pizza de 4 sabores muuuuiittooo saborosa e uma massa com camarão. De sobremesa pedimos um bolo de chocolate que acompanhava um sorbet de tangerina.



Depois do almoço demos um passeio pelo Museu Inka, eu não gosto de museu, mas, tem umas coisas legais hehehehe. Fomos até a pedra dos 12 ângulos e depois fomos tomar um café em uma cafeteria ao lado do nosso hotel.



Super bem pontuada no tripadvisor, toda chiquetosa. Pedi uma empanada e um capuccino. Tudo ruim, muito ruim hahahaha. Depois pedimos um mil-folhas de doce de leite. Mas, o doce de leite passou longe hahahaha. Eu fico brava quando vou num lugar nota máxima no tripadvisor e é ruim! Poxa povo, dêem nota direito! O nome é Café Panam, não vale a pena, sério.

Café Panam
Endereço: Portal Nuevo 232 -Plaza Regocijo, Cusco

Fomos para o hotel descansar um pouco e depois fomos conhecer o Museu del Pisco. Que não é um museu, é um bar com música ao vivo e muito pisco sour de todos os tipos e sabores.



Quando chegamos só tinha uma mesa bem isolada no andar de cima. Mas, eu queria mesmo era uma mesa no agito, do lado da banda. Ficamos nessa mesinha isolada por um tempo, pedimos uns aperitivos, uns drinks e depois descemos.

Mas, foi a gente descer, ouvir 2 músicas, a banda foi embora, todo mundo foi embora e o bar fechou hahahahahaha. Gente, as baladas acabam cedo demais no exterior ou é o brasileiro que é baladeiro demais?

Aproveitamos o embalo e fomos embora também, para descansar. Porque o próximo dia seria mais tranquilo, mas, muito especial. Era dia de pegar o trem para Machu Picchu Pueblo (antiga Águas Calientes).

Um beijo.

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