sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Primeiro dia em Cusco - Como se adaptar?

Hoje vou começar a contar pra vocês como foi a minha viagem que realizou um dos meus sonhos, que era conhecer as ruínas da Machu Picchu. Estão preparados? To cheia de dicas e coisas muito legais pra contar. Então senta que lá vem a história!

Saímos do Brasil por Guarulhos, de LATAM as 2 horas da manhã. Como o sistema da TAM e da LAN ainda não está muito bem integrado, eu não conseguia fazer meu checkin da conexão, tive que ir até o aeroporto. E depois de alguns telefonemas, a menina do guichê conseguiu emitir meus bilhetes (essa é a parte boa de chegar cedo no aeroporto, da tempo de sobra pra resolver imprevistos). Deu até tempo de jantar no Carl's Jr do aeroporto (ruim hahahaha).

O meu vôo possuía uma conexão em Lima e depois eu seguia viagem para Cusco. O vôo de Cusco foi cancelado e por esse motivo nos remanejaram em outro vôo. O que depois veio muito a calhar (já conto o porque). Nosso vôo demorou uma vida para sair, havia uma demora na hora do embarque. Mas, no fim deu tudo certo.



Fomos num avião pequeno, sem TV, vôo longo e interminável hehehe. Todo mundo, mesmo em conexão, é obrigada a pegar a mala e despachar ela novamente em Lima, regras do país.

Chegamos em Lima, e nada da mala dos meus amigos. Lembra que eu disse que o cancelamento do vôo ia vir a calhar mais tarde? Pois é, nossa escala seria de um pouco mais de uma hora, com o cancelamento ficamos cerca de 3 horas no aeroporto, que serviu pros meus amigos resolverem os problemas com a bagagem perdida. Lima tem 2 horas de diferença do Brasil (isso sem contar horário de verão), ela está no passado hehehe. Ou seja, a gente ganha 2 horas quando vai e perde quando volta.

Pegamos as bagagens que chegaram e tivemos que passar novamente pelo guiche de checkin, é isso mesmo. Fazem você sair do aeroporto, voltar por outra porta e fazer o checkin, tudo de novo.

Malas devidamente despachadas, fomos comer. É claro que eu dei de cara com um Dunkin Donuts e não pude deixar essa oportunidade passar (a propósito: cade o Dunkin Donuts em SP????).

Chegada a hora do embarque, bora pra Cusco. Mais uma certa bagunça na hora do embarque que no fim deu tudo certo. Decolamos.



Estávamos sobrevoando os arredores de Cusco, mas, eu não podia ver nada, primeiro porque tinham nuvens, segundo porque eu estava no corredor hehehehe. Mas, quando começamos a descer: o choque! Estávamos rodeados por montanhas gigantescas. Que visão inacreditável. E, no momento que o avião estava prestes a tocar o solo, arremetemos. Ahhhhhhhh! Demos mais algumas voltas e por fim pousamos.



As boas vindas do aeroporto é um cesto de folhas de coca. Eu cheguei, meio nervosa, sem saber quais seriam os efeitos da altitude. E de cara peguei 3 folhinhas de coca e masquei. HAHAHAHAHAHA "Que coisa ruim." - Foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça.

Havia a esperança de que a mala dos nossos amigos chegasse com a gente em Cusco, mas, não foi o que aconteceu. Então, eles abriram a reclamação. Lá fora já estava o motorista que eu havia reservado da empresa TaxiDatum no valor de 7 dólares ou 30 soles (fiz a reserva pelo site e fechei os detalhes por e-mail). E era que nos levaria até nosso primeiro hotel.



O aeroporto fica pertinho do centro da cidade. Recomendo até que você chame um Uber, se não tiver muita mala.

A primeira impressão foi de uma cidade muito simples, casas por terminar, sem reboco, uma visão um pouco feia. Aí quanto mais você chega no centro histórico, mais começam a aparecer construções antigas que mesclam a época da colônia espanhola com o império Inka. É uma cidade muito louca, com aquela beleza decadente que a gente não cansa de olhar.

Chegamos no hotel e fomos super bem atendidos. Todos os funcionários do hotel eram uns fofos, sempre super prestativos. E não to exagerando não, quando a gente descia para o hall, pra algum passeio, eles sempre perguntavam se estávamos levando todo o necessário, se estávamos com os documentos, o boleto turístico. Davam dicas de lugares pra ir (e sempre eram lugares ótimos). Foi um dos melhores hotéis que já fiquei, no quesito atendimento. As vezes eu ficava até impressionada com tanta atenção haha.

Além de ser um hotel muito bom, ainda fica super bem localizado. Na rua de tras da plaza de armas, ao lado de várias lojas, mercado e restaurantes. Possui café da manhã incluso, wifi e até cilindro de oxigênio, tudo incluso.

Hotel recomendadíssimo: 

Casa Andina Stantard Cusco Plaza.
Endereço: Portal Espinar 142, Cusco 08000, Peru

Nos acomodamos no hotel, tomamos um chazinho de coca (que sempre tem pronto na recepção), deixamos as malas, tomamos um banho e saímos para almoçar. 

Por recomendação do hotel, fomos em um restaurante chamado La Bodega 138, que fica em uma rua lateral, bem próximo a plaza de armas. E esse foi o melhor restaurante da viagem, sem dúvidas. A gente repetiu ele 3 vezes hahaha. Cada vez pedimos um prato diferente, todas as vezes foi delicioso. 

O único problema: não aceita cartão. Mas, vale muito a pena. O macarrão, a pizza, o calzone, o frango, a cerveja, o vinho. Tudo. Coloque ele no seu roteiro. E o melhor: não é muito caro pelo que oferece.






Restaurante La Bodega 138
Endereço: Herrajes 138, Cusco 08000, Peru

O único problema dessa refeição divina foi que comemos demais. E, como a gente estava começando a sentir os efeitos do Soroche (mal da montanha), acho que a comida pesada ajudou a acelerar o processo hahahaha.

Fomos em umas em lojinhas de artesanato que ficam na esquina da rua do restaurante, tudo colorido, quero tudooooo. Tem chaveiro, bonequinhas, chales, mantas, chapéu, bolsas, poncho, e uma infinidade de lembrancinhas pra você trazer um pedacinho do Peru pra casa.


Passamos em uma casa de câmbio para trocar por moeda local (novo sol). Resolvemos levar em dólar e lá trocar por novo sol, mas, se levar em real da praticamente no mesmo. A casa de câmbio que a gente foi, foi uma recomendação do hotel, fica ali pertinho da Plaza de Armas e se chama LAC Dolar (Av. Del Sol, 150).


Eu e minha amiga saímos para dar uma voltinha pelo centro, e fomos no mercado comprar umas coisinhas pra usar no hotel a noite (o mercado é o melhor lugar para comprar água, bala de coca e lanchinhos pros passeios). Tem um mercado grande, em frente ao mercado de San Pedro que se chama Orion.



Os meninos aproveitaram para descansar. É muito importante que esse dia seja apenas de passeios leves, aproveite para se acostumar com a altitude, afinal, você está a 3300 metros de altitude (eles vivem nos lembrando disso hehehe).

No fim do dia, a menina da agência de turismo veio até o hotel fechar nossos passeios e nos passar todos os detalhes. Ela no recebeu com um abraço caloroso, muito fofa. Fechei todos os passeios por e-mail, achei mais seguro pesquisar uma agência confiável antes de sair do Brasil. 

Mas, agência de turismo é o que não falta. A cada 50m você é abordado por alguém te oferecendo passeios de todos os gostos e bolsos, mas, cuidado. Tem bastante agência zoadinha. Pesquise antes! 

A agência que a gente pegou se chama InkaWasi Travel. Fechamos 4 passeios: City Tour, Vale Sagrado, Salinas e Montanha das 7 cores. Os 4 passeios saíram por 180 dólares por pessoa. Esse valor já incluía a entrada dos pontos turísticos, o boleto turístico e até algumas refeições (que eu vou detalhar tudo dia por dia).

Um detalhe importante: Boleto turístico. Existem alguns pontos turísticos de Cusco que exigem o boleto turístico. Então, é recomendado adquirir. O nosso estava incluso nos valores do passeio. Mas, existem lugares em Cusco onde é possível comprar e tem até um site com mais informações. 

Ele custa 130 soles (ou novo sol, mas como sou íntima, chamo de soles mesmo) e pode ser adquirido no endereço Av. el Sol, 103. Ele dá direito a entrada de 16 atrações de Cusco e seus arredores (como um citypass de NY).

Usamos a tarde inteira para um passeio leve e para resolver todos esses detalhes da viagem. No saguão do hotel havia um cilindro de oxigênio pra ajudar com o soroche, meus amigos e meu noivo estavam começando a sentir os efeitos da altitude e resolveram tomar um pouco de oxigênio.


A noite meus amigos resolveram ficar no quarto, porque não se sentiam bem e a gente foi jantar. Pedimos a indicação de um restaurante com comida típica Peruana e então fomos no Barrio Ceviche (Portal de Panes 181), onde tomei o suco mais lindo da vida hehehehe e comemos muitos frutos do mar (comida leve ajuda com a altitude, evite carne ou comida pesada no primeiro dia).





Depois de um passeio para apreciar a plaza de armas a noite, voltamos pro hotel. Hora de descansar.

Tenho que dizer que pra um primeiro dia eu já estava mega encantada com a cidade e com o povo Peruano. Todos muito amáveis, receptivos e prontos pra ajudar. Um povo simples, mas, cheio de cultura, cores e história pra contar.



A cidade é super preparada para receber o turista. Existem um zilhão de opções de passeios e agências com todos os serviços para atender o turista. Todos os hotéis possuem serviço de transfer e para guardar as malas durante a viagem para Machu Picchu (depois eu falo mais sobre isso). Todos são especialistas na história dos inkas e indicam os melhores lugares para se conhecer. Vá despreocupado, porque você estará bem acompanhado pelo povo Peruano.


Um beijo.

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