quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A mística cidade de Machu Picchu e volta para Cusco

Acordei cedinho, lá pelas 4:30. O objetivo? Ver o sol nascendo em Machu Picchu. Quanta ingenuidade hahaha. Descemos pra tomar café já prontos. Café bem gostoso por sinal. Deixamos nossa mochila no hotel, eles tem um serviço gratuito de entrega de mochila na estação de trem (Não pode entrar com mochila nas ruínas).

Quando olhamos pra porta do hotel, tinha uma fila. Sim, a fila do ônibus pra subir até Machu Picchu. Nosso hotel ficava a cerca de 400m do local da saída do ônibus e a fila estava, literalmente, na porta do hotel. Acho que foram 2 horas de fila, até que pegamos o ônibus, ou seja, vimos o sol nascer da fila hahahaha.



Resumindo, se você pretende ver o sol nascer em Machu Picchu, acorde cedo, de verdade hehehe.



Duas horas de fila depois, entramos no ônibus (como disse no post anterior, compre o ticket no dia anterior, cada trecho custa 12 dólares).

A subida dura cerca de 20 minutos. Tem muita curva e muita ribanceira hahaha. É um caminho que tem espaço para um carro só e muita curva cotovelo. Encontramos com ônibus descendo, e dar ré num precipício é no mínimo agoniante hahaha. Em compensação, vista é animal. Você fica na janela feito um cachorrinho.

Eu estava tão feliz por estar ali. Agradecia e tentava controlar a minha respiração. Queria aproveitar a absorver cada segundo.

Chegamos, descemos do ônibus e fomos em direção a entrada. Lá encontramos com guias que você pode contratar para te levar pelas ruínas. Eu sugiro que você contrate um guia. Tem gente que contrata o guia ainda na cidade. A gente resolveu contratar na hora e deu super certo. Pagamos 80 dólares, 20 dólares por pessoa. Nosso guia falava um bom português, e já tinha sido guia do Whindersson Nunes hahaha.



Quando você entra nas ruínas, passa por um caminho, passa por uma casinha e PÁAAAAA! Aquela vista na sua cara! Uma cidade inka praticamente intacta. Mas, não é só a precisão inka que impressiona. As montanhas, a beleza natural te deixa tonto. Que lugar. Que lugar.



O guia nos levou pelas ruínas, nos contou histórias, lendas. Nos mostrou coisas que jamais viríamos sem seu conhecimento. Depois de cerca de 2 horas caminhando, ficando estático com cada vista, cada lugar, cada detalhe. Deixamos o guia e seguimos sozinhos.



Com o ingresso, você tem a oportunidade de entrar e sair 2 vezes (isso deve mudar em breve). As regras de visitação de Machu Picchu estão mudando por conta do desgaste que o numero de pessoas tem ocasionado nas construções.

Chove em Machu Picchu praticamente todos os dias, e não empossa água, por que ? Por conta da genialidade inka, claro. Que fizeram um sistema de drenagem impecável. Porém, na época dos inkas, cerca de 800 pessoas viviam na cidade. Hoje em dia, cerca de 2 mil pessoas visitam a cidade por turno. Isso está fazendo com que a terra afunde, danificando o processo de drenagem. Isso pode fazer com que a visita as ruínas seja fechada para sempre.

Na entrada das ruínas tem duas opções de caminho, entrar na cidade por onde fomos com o guia ou subir uma escadaria, a esquerda, que leva até aonde se tem a famosa vista de cartão postal da cidade. Ou seja, você não precisa adquirir ingresso de nenhuma montanha pra tirar a melhor foto.



Quando você compra o ingresso, possui 3 opções:

- Entrada nas ruínas:
- Ruínas + Wayna Picchu: que te permite subir a montanha de Wayna Picchu (aquela famosa montanha que aparece nas fotos atras das ruínas, sabe?) além de entrar nas ruínas, e
- Ruínas + Montanha de Machu Picchu: Que te permite subir a montanha de Machu Picchu além de entrar nas ruínas.

Eu comprei a segunda opção. Mas, confesso que acabei desistindo de subir a montanha depois que li relatos e vi algumas fotos meio assustadoras. Mas, quer saber, você não perde nada. Se sua intenção é ver as ruínas, a primeira opção é perfeita. Sugiro comprar a subida nas montanhas se você curte trekking, gosta de aventura e quer ter uma vista mais ampla do local.

Os ingressos com subida são mais caros e bem limitados, então, se você pretende comprar algum deles, seja rápido.



Depois de tirar a famosa foto da cidade, começamos a vontar. Na saída é possível carimbar o passaporte com o carimbo de Machu Picchu, vale muitoooo a pena, deixa o passaporte bem lindo. Esse serviço é gratuito, só é cobrado uma gorgeta, você contribui se quiser.

Depois do carimbo, fomos pegar a fila do ônibus pra descer. Sentamos do lado de uma americana muito fofa, que foi conversando com a gente todo o percurso, contando sobre suas viagens e aventuras.

Descemos em Machu Picchu Pueblo e fomos almoçar em um restaurante com vista para as montanhas e para o rio chamado Toto's House. Lá tem a opção de buffet livre e a la carte. Como eu não curti muito os buffets de comida peruana, fui de pizza com meu noivo. Meus amigos pegaram buffet e gostaram bastante, tem várias opções de comida e sobremesa.




De sobremesa a gente pegou um sorvete que tem do lado de fora do restaurante.

Assim que deu a hora do nosso trem, fomos para estação e o pessoal do hotel já estava lá com nossas mochilas. Pegamos e fomos pro trem.



Nossa volta era por Poroy, ou seja, 3 horas de trêm. A parte boa é que a estação de Poroy fica pertinho de Cusco. Um casal de brasileiros foi sentado junto com a gente. Então viemos conversando na maior parte do tempo. Eles vieram nos contando sobre a viagem deles que começou no Chile, foi pra Bolivia e estava terminando no Peru.

Chegando em Poroy, tinha um carro nos esperando. Eu havia reservado o transfer direto com o Hostel onde iríamos ficar. Eu nunca tinha ficado num hostel antes, confesso que estava com medinho hahaha. Mas, a pontuação estava muito boa em todo lugar que eu olhava.

A única parte ruim é que tem uma escada grandinha pra subir e não tem elevador hehehehe. Se estiver com mala pesada, capricha nos agachamentos hhehehe.

Hostal El Triunfo
Endereço: Triunfo 379, Cusco
Chegamos no hostel, pegamos nossa mala que havia ficado ali e fomos para o nosso quarto que ficava no segundo andar (sem elevador hehe). O quarto é bem espaçoso, camona confortável. Tudo bem simples, mas, não faltou em nada. O banheiro grande e chuveiro deliciosoooooooo. Perfeito.

Mais tarde uma menina da agência de turismo veio até o hotel conversar com a gente sobre o passeio do dia seguinte. A gente reservou um passeio até as montanhas coloridas. Como é um passeio um pouco difícil, cheio de particularidades, ela veio nos dizer como seria. Falou sobre as refeições que estavam inclusas e como era o percurso que era feito a pé até as montanhas.

A gente estava com medinho desse passeio, por conta da dificuldade. Afinal, iríamos caminhar a 5 mil metrôs de altitude.

Resolvemos tudo com a menina e já estava tudo ok para eles nos buscarem no outro dias as 4h da manhã.

Então saímos pra jantar. Repetimos um restaurante italiano que adoramos: Incanto.

Eu comi um risoto ao funghi MA-RA-VI-LIN-DO com um suco de morango todo chiquetoso com direito até a uma florzinha hehehe. Esse restaurante não tem erro. Vai e brilha.




Jantamos, passamos no mercado pra comprar lanche e água no mercado pro passeio e já voltamos pro hotel para descansar porque o outro dia iria começar cedo.


Um beijo.

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