quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Morar em São Paulo - Vida à dois

- Eu vou MATAR ele. As vezes eu acordo pensando assim. - Ah, eu amo ele. E as vezes assim. Eu sou a filha caçula que teve que aprender a viver com o filho único.

Gente, se vocês acham que se adaptar a uma nova cidade é difícil, tente casar então. hahahaha Vira tudo no modo HARD.

Falando nisso, as vezes, quando a vida tá muito difícil eu penso: devo ter subido de LEVEL.


A vida a dois é cheia de desafios: será que é ele? como seria se eu fosse solteira? e se?

Ó céus, quantos "e ses".

Mas não é só lado ruim não. É muito bom dividir o tempo com alguém realmente legal. Que te conhece, que já sabe o que você vai falar, que pensa como você. Que te quer bem e te mima. Mesmo as vezes você querendo soca-lo!!!!

Quando você encontra alguém legal, que vale a pena, por que não?

É tão legal quando um completa o outro, se ajudam e crescem juntos. Descobrir as coisas juntos é muito legal, ter pra quem contar, fazer compras no mercado e comprar um monte de besteira.

Mas, nem sempre é um mar de rosas. Ele não aperta o creme dental direito, não arruma as almofadas da sala, nem arruma a cama, mas, ele lava a louça e é organizado com as coisas dele. Ele lava as próprias cuecas e adora viajar.

Lembre-se que você também é chata pra caramba e ele tem que te aturar. Alias, ele merece uns 10 pontos só por me aturar.

Eu sou a pessoa mais difícil pra alguém se adaptar. Lembra que eu falei que quando eu me adapto, quero mudar? Pois é. Sou assim em tudo na minha vida. Estudei sistemas de informação, design de interiores e tenho esse pé no turismo. Gosto de cozinhar, desenhar, cuidar de animais. Acho que é difícil alguém se entediar com a minha maluquice.

Como se adaptar a um camaleão????

Esse não é o foco do papo, mas, eu sofro um pouco por ser assim, meio inconstante. Mas, no fundo, é essa indefinição que me define. E eu acabo gostando.

Voltando ao papo "a dois": já pensei em me separar (mesmo não sendo oficialmente casada), deixar tudo pra trás e virar uma moradora do mundo (ainda penso nisso as vezes, mas seria legal se ele fosse junto haha), já pensei em sair correndo gritando e arrancando os cabelos, e também já pensei em sair beijando e dizendo que o amo. Além de inconstante, sou bipolar pelo jeito. Isso explicaria muitas coisas.

O fato é, precisamos ser tolerantes e compreensíveis para suportar uma vida com mais pessoas além de nós mesmos. Não somos iguais, e mesmo com a convivência, pensamos diferentes, temos opiniões diferentes: graças ao bom Deus. E só da certo, quando aceitamos essas diferenças e abrimos mão do nosso "certo" (as vezes, não sempre) pelo "certo" do outro.

As vezes o problema não é o outro, é você. Think about it.

E foi pensando assim que a gente deu certo. Porque, pode apostar, rolava faíscas aqui em casa até que a gente se acertou. Lógico que ainda rola as vezes, mas conseguimos resolver mais rápido e mais pacificamente do que antes.

Há amor? De verdade? Então vale a pena dar o braço a torcer de vez enquanto. Se você deixar ele, vai ser mais triste ou mais feliz? Não haja por impulso ou pela opinião dos outros. E pense bem: tem certeza que o problema não é você?


Um beijo.

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