sábado, 18 de outubro de 2014

Primeiros momentos do Intercâmbio na Itália

Depois de um vôo cheio de altos de baixos (literalmente), pousamos no aeroporto Charles de Guile em Paris.



Minha primeira impressão foi que esse aeroporto era gigantesco comparado ao nosso, o pátio cheio de jumbos e aeronaves imensas. Praticamente o aeroporto era monopolizado pela Airfrance.

Fizemos o desembarque e a primeira coisa que pensei em fazer era achar o portão de embarque onde sairia meu voo para Roma.

Primeiramente, me perdi no aeroporto, daí eu com o meu francês mirim conversei com os seguranças para questiona-los sobre onde eu deveria fazer o checking.

Fiz exatamente a mesma pergunta para 3 pessoas diferentes apenas para confirmar se a informação que me passaram estava correta. Depois de muito circular, encontrei o lugar de embarque. Detalhe, teria que aguardar cerca de 3 horas para embarcar.

Acho que já comentei nos posts anteriores que sou muito muquirana nas viagens, rs. Em um determinado momento eu estava morrendo de fome mas coloquei na minha cabeça que não iria gastar com 'supérfluos'. Ok, ok, se alimentar não deveria ser considerado uma futilidade, mas, em qualquer aeroporto do mundo, eu considero sim um dinheiro desperdiçado Aguentei firme para comer o lanchinho do Vôo.

Fiquei aguardando sentadinha meu embarque enquanto analisava as pessoas. Umas pareciam que não lavavam a cabeça a semanas, outras exalavam um perfume maravilhoso, outras carregavam pães de baixo do braço (realmente os franceses são apaixonados por pães francês).

De vez enquanto eu dava uma circulada pelo aeroporto, mas sabe quando você fica tenso pensando que vai perder o vôo? Eu sei, eu sei que faltavam algumas horaspara embarcar, mas eu sou um pouco neurótica quanto a horários.

Num determinado momento, uma mocinha senta do meu lado e começa a conversar comigo, era uma brasileira que havia embarcado comigo em São Paulo. Naquela época eu era uma ostra para conversar com as pessoas, e lembro que tivemos uma conversa breve. Ela comentou comigo que trabalhava em Madri e eventualmente vinha pro Brasil para visitar a família. Eu, obviamente fui curta na minha conversa e só falei para ela que eu estava viajando de intercâmbio para Roma. Depois dessa conversa de segundos ela embarcou.

Esperei, esperei, até que recebo uma mensagem do celular de uma amiga dizendo que havia saído no noticiário que havia suspeita de bomba no aeroporto. Eu até que me recordo do exército no aeroporto, mas não pensei que a situação era tão delicada assim.

O tempo passou e finalmente embarquei para Roma. O avião que peguei era da Alitalia cheinho, cheinho de italianos, era Ciao pra lá, ciao pra cá, uma festa.

Durante o vôo pude observar os alpes suíços, o que tornava a viagem mais emocionante pois a Suíça sempre foi meu garoto dos olhos rs.



Chegamos em Roma, e eu me senti completamente perdida. Aguardei minha bagagem (rezando intimamente para ela não ter sido estraviada). Bagagem encontrada fui a procura de um taxi.

A tonta aqui havia lido antes da viagem que no aeroporto de Roma existem muitos taxistas executivos prontinhos para pegar um turista bobalhão, e adivinha quem foi a bobalhona da vez, eu. Naquela ansiedade de ir para a cidade peguei o primeiro cara que havia me oferecido taxi. Fui num taxi mercedes benz de luxo e adivinhe a surpresinha que tive ao pagar a corrida? Quase 400 reais de taxi por 20 minutos de corrida. Obvio que eu não poderia negar o pagamento né, até porque quem fez papel de turista fui eu hehe.

Cheguei na casa da senhora que iria me hospedar. O nome dela era dona Angela, uma senhora de 70 anos. Chamei ela pelo interfone, e ela foi me receber.

A cumprimentei me apresentando e ela falou 'Fale baixo por favor, não precisa gritar'. Eu gritando? Eu falo naturalmente alto e italiano não é lá um povo muito contido quando conversa.

Entrei no apartamento, muito limpo e muito arrumado e ela me passou as instruções. No quarto haviam 2 camas e ela falou especificamente que eu deveria escolher apenas uma para usar. Ela mostrou o banheiro e ela foi direta, 'molhou no banho, secou', na cozinha ela me mostrou o meu 'espaço' para guardar a comida e ela falou também que não me ofereceria alimentação (essa informação já é nos passada quando fechamos o pacote com a CI, você define se sua estadia possui ou não alimentação).

Apresentações feitas, fui desfazer a minha mala até que, dona Angela bate na porta avisando que iria na missa. Como eu havia feito papelão com ela na chegada, resolvi acompanhá-la. Notei que ela não ficou muito contente com isso, mas fui do mesmo jeito.

A missa durou cerca de 30 minutos e voltamos para casa.

Ela foi pro seu quarto e eu fui a caça de um supermercado para comprar comida, até porque, eu havia passado só a lanchinho nos aviões.

Tive a bendita sorte de me hospedar em frente de um supermercado e de uma gelateria, hummmmmmm.....pra quem é fanática por sorvete, isso é uma benção.

Depois de tanto corre, corre, chegou finalmente a hora de dormir e aguardar o domingão em Roma. Que venha o domingo, com ou sem Papa!

Até breve pessoal.

Ivanele.

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