sábado, 13 de setembro de 2014

Haya, Amsterdã, RedLine e mais da Holanda

O que fazer em 1 dia na Holanda:

- Passe pela cidade de Haya
- Mercado de Flores em Amsterdã
- Conheça o museu do diamante
- Passeie pelo centro da cidade
- Conheça a redline

Diário de Bordo

Primeiro dia na Holanda:


Primeira parada na Holanda foi à cidade de Haya onde tivemos um tempinho para almoçarmos. A cidade é belíssima, mas infelizmente não pudemos ficar muito tempo por lá.

O ônibus da excursão nos deixou em uma praça e próximo dela havia um trailer onde eram vendidos lanches tradicionais da cidade. Uma tradição aqui em haya é comer uma porção de salmão frito para ser mais exata.

Como o cheiro que esse trailer exalava era maravilhoso, eu pedi essa porção do peixe frito. Quando nós pensamos em porção logo imaginamos algo pequeno que dá vontade de quero mais, mas, tenho notado que as porções aqui na Europa são bem generosas.

Vieram mais ou menos uns sete pedaços grandes de salmão frito e mais um molhinho de maionese para acompanhar. Gente, vocês não tem noção da delícia. Claro, era super gorduroso, mas pensa numa coisa maravilhosa de se comer.

Foi engraçado porque enquanto eu comia uma senhora muito educada se aproximou e me perguntou ‘o que está achando? Está gostoso?’ e eu já toda lambuzada de gordura dizia ‘está maravilhoso, uma delicia’, e ela me respondia ‘bom saber, bom saber’. Fui obrigada a pedir ajuda a mainha para comer porque eu já estava passando mal de tanto comer peixe e nem ela deu conta de me ajudar, mas eu fui firme e forte. Eu ia ficar com muita pena de jogar todo aquele salmão fora.

Quando eu terminei a velhinha veio novamente conversar comigo, ‘então, estava bom?’, e eu respondi ‘muitíssimo delicioso’.

Aqui em Haya dá pra perceber que as pessoas são muito práticas, comem em pé e comem pouco, pelo menos eu notei isso nesse trailer enquanto comia com o pessoal da excursão. Após as refeições a guia combinou um horário e ponto de encontro com o pessoal. Enquanto o horário de partida não chegava, nós fomos ‘bater’ perna pelo centro da cidade.

Eu ainda estava obcecada por comprar um par de botas então eu e a mainha saímos para procurar uma loja, mas, de repente nos surgiu uma dúvida, qual era o horário combinado para nos encontrarmos no ônibus, 13 horas ou 13:30? Nesse exato momento olhamos o relógio e já marcava 12:45. 

Com todas essas dúvidas nós ficamos com muito medo de desbravarmos mais a cidade, então, tentamos encontrar mais alguém do grupo para tirarmos esta dúvida com relação ao horário. Quem disse que encontramos alguém? Não encontrávamos ninguém do grupo, então decidimos ficar no ponto de encontro. De repente chegou uma pessoa, depois outra e realmente foi confirmado, o horário de saída de Haya era as 13 horas.

Já dentro do ônibus, recebemos a nova guia que iria nos acompanhar nos dois dias em Amsterdã, a Elizabete. Ela foi uma graça. Ela falava perfeitamente o português, isso porque ela se fez especialização no espanhol e no final passou uma temporada no Rio de Janeiro. 

Ela foi nos ensinando várias coisas sobre a Holanda, que, a Holanda era um rio e os holandeses o esvaziaram para criar as cidades. Que o aeroporto de Schipol fica a 4 metros abaixo do nível do mar, nos ensinou como era dizer ‘legal’ em holandês, que seria ‘leka leka’, que para cada vaca na Holanda existe um carro, e outras coisas. 

Chegamos em Amsterdã e nossa primeira parada foi num mercado de flores. Minha mãe iria enlouquecer num lugar desses porque tinha muda e sementes de todas as flores que vocês possam imaginar. Como diria a nossa guia, era terminantemente proibido trazer algum tipo de muda para o Brasil.

Depois de um breve passeio pelo mercado e pela cidade, fomos direto para o museu do diamante. Lá nos foi mostrado todos os processos de análise do diamante, como é identificado se o diamante é perfeito ou não e claro, vimos as joias mais caras de lá. Todo o grupo foi para uma sala reservada e lá recebemos um pequeno treinamento com uma brasileira. 

A mulherada babou pelos diamantes e pelo seu brilho. Se você quisesse escolher seu diamante e fazer sua joia era possível e isso algumas mulheres fizeram. Neste museu também tinham relógios cravejados de diamante e era muito, mas muito barato. Eu dei graças a Deus que tinha pouco dinheiro na carteira porque senão eu teria feito um belo estrago. 

Ao final da apresentação saímos do museu e demos de cara com alguns mostruários de relógios, Michel Kors, Guess e demais marcas, todos com valores perfeitos, de novo, eu dei graças a Deus porque ter pouco dinheiro.

Final de passeio, todos nós voltamos ao ônibus para seguirmos ao hotel. Pense num hotel longe pra caramba. Nós ficamos hospedados no Ibis bem próximo ao aeroporto.

Como o grupo não havia combinado nada, eu segui direto para o quarto para tomar um banho e tentar achar minha máquina fotográfica. Revirei todas as minhas malas e infelizmente não achei qualquer sinal dela. Feito isso fui tomar um banho e durante o banho eu ouço alguém bater na porta. Ouvi bater e gritei ‘quem é?’, ninguém respondeu. 

Eu continuei a tomar banho e ouvi alguém bater de novo. Perguntei novamente ‘quem é?’ e ninguém respondeu. Nisso resolvi abrir a porta e lá estava a bahiana ‘iva, o pessoal está todo no hall te esperando para jantar’, que merda, terminei o banho correndo, coloquei qualquer roupa. Eu sequer penteei os cabelos e lá fui ao encontro do pessoal. Só que eu esqueci de um pequeno detalhe. Eu me esqueci de ir bem agasalhada. Agora pensem no frio, aquele vento gelado. Fiquei naquela de voltar para o quarto e pegar mais roupa, mas como o pessoal já estava morto da fome, resolvi encarar o frio desse jeito.

Todo mundo estava com medo de ir ao centro de Amsterdam porque ninguém sequer sabia andar pela cidade, ainda mais a noite. Bom, conversamos com o recepcionista do hotel e ele nos explicou. Nós tínhamos que pegar um ônibus em frente ao hotel, e este ônibus nos levaria até o aeroporto de Schipol. Lá nós pegaríamos o trem até o centro. 

Beleza, a primeira fase do passeio deu certo. Pegamos o ônibus e chegamos no aeroporto. Tiramos algumas fotos no aeroporto e fomos comprar os tickets (nota, o ônibus que vai até o aeroporto funciona até a 1 da manha e o trem funciona até a meia noite). 

Compramos o ticket e nos batemos por alguns minutos para acharmos o caminho para chegarmos até o trem. Depois de andarmos um bocado, achamos a plataforma 3 e fomos olhar aqueles mapas doidos de trem. Mais outro trabalho, descobrimos qual era o trem que nos levaria até o centro. Sem brincadeira, falamos com uns 3 holandeses para termos certeza da informação que eles nos passaram. 

Chega finalmente o trem certo, embarcamos sem ao menos olharmos se estávamos no vagão correto. Fizemos a maior festa, muita risada e tudo mais até que chega o cara que faz as conferencias dos tickets, quando o cara olha o ticket ele diz ‘vocês estão no vagão errado, vocês estão nos vagões da área vip, porém vocês comparam um vagão da segunda classe. Como é a primeira vez de vocês aqui eu vou deixar passar, mas da próxima vez, prestem atenção’. Depois dessa chamada de atenção. Ficamos bem quietinhos, assim nós evitaríamos qualquer problema.

Como nós não entendíamos bulhufas do que o locutor dizia no trem, ficamos meio apreensivos de errarmos o ponto de descida. Fizemos uma breve amizade com outros turistas e eles nos informaram que faltavam dois pontos até o nosso destino final.

Chegamos no centro de Amsterdam, e já tivemos um problema. Fomos pegar informação com uma guarda da estação e quem disse que ela estava de bom humor? Sequer ela olhava para a nossa cara quando falava algo. Extremamente estúpida. 

Depois que recebemos as informações necessárias meio a contra gosto, seguimos nosso caminho. Fomos procurar um restaurante e adentramos num restaurante italiano. Enquanto o pessoal ia fazendo os pedidos, eu aproveitei para trocar minhas libras que ainda sobraram da viagem de Londres. Essa casa de cambio ficava bem pertinho do restaurante. 

Bom, chegando lá eu disse para a mulher que eu queria trocar 200 libras, porém 10 libras eram em moeda. Nisso a mulher responde ‘eu não troco moeda, apenas cédula’, aproveitei e perguntei ainda se eu poderia trocar as moedas. Como eu não havia entendido a resposta da mulher perguntei novamente, ‘tem algum lugar que troque moedas’, pra que, a mulher começou a gritar feito louca, sem qualquer motivo aparente. 

Como eu também não sou tonta comecei a brigar com a mulher no mesmo tom de voz dela. A mulher percebendo que mexeu com a pessoa errada pediu mil desculpas pela grosseria, e ainda por cima, se justificou que o estress dela era devido ao final do expediente, eu fingi que acreditei.

Moedas trocadas, fui jantar com o pessoal. Eu estava louca para comer uma massa e beber uma cerveja. Hummmm pensem num prato muito bem feito. O jantar foi maravilhoso, com muita risada e claro muita comida. Chega a fatídica hora de pagar a conta, agora pensem vocês na confusão que o pessoal fez pra pagar essa conta. Foi até engraçado porque parecia que ninguém sabia fazer uma conta básica de soma e subtração. Pode ser brincadeira, mas levou cerca de 15 minutos para o pessoal se entender com a conta.

Depois de toda a confusão fomos procurar a famosa redline onde as ‘gatinhas’ ficam expostas. Realmente, a mulherada fica rebolando na vitrine sem o maior pudor, mas graças a deus elas usavam pelo menos um biquíni. Agora pensem vocês num cheio terrível de maconha, sim, o lugar era infestado por esse cheiro. 

Andamos por aquelas ruas escuras morrendo de medo e eu que reclamo que a rua onde eu moro é escura. É porque vocês não viram as ruas de Amsterdam. Nós nos perdemos e acabamos discutindo como iriamos para o terminal de trem (nota, era 23 horas e faltava menos de uma hora para o trem parar de funcionar).

Gastos do dia
- Salmao frito mais soft drink = 5 euros
- Ticket ida e volta ao centro de Amsterdã = 8 euros
- Jantar (massa mais cerveja) = 17,50 euros

Um beijo.

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