sábado, 13 de setembro de 2014

Big ben, Westminster, troca da guarda e mais de Londres

O que fazer em 1 dia em Londres

- Aproveite o ticket de dois do sightseem
- Passeio no London eye
- Aproveite a feira da região do London Eye
- Abadia de Westminster
- Veja a troca da guarda real
- Ande de metrô
- Faça um tour noturno por Londres
- Termine a noite em algum Pub inglês

Diário de Bordo

Terceiro dia em Londres:

Este seria o dia que, teoricamente, a guia da Condor (agencia de Madrid) deveria me procurar para passar todos os detalhes dos itinerários de todo os passeios.

Quem disse que apareceu? Quem disse que ligou pro Hotel? Nesse dia eu acordei bem cedo pra ficar de prontidão no hall do hotel para aguardar a dita cuja. Até rezei para encontrar algum grupo de brasileiros para perguntar-lhes sobre os passeios, mas ninguém apareceu.

De novo mais emoção para o meu dia. Liguei para a CVC do Brasil informando que a guia ficou de me procurar e ninguém apareceu. Inclusive antes disso eu liguei para a Condor de Madrid questionando quem afinal era a minha guia e se eu tinha algum passeio marcado para esta data.

Primeiro, a mulher que me atendeu era uma grossa, e segundo, ela achava que eu tinha a obrigação de saber espanhol, uma vez que a agencia era de lá.

Durante a nossa conversa ela disse que havia anotado meu recado e iria correr atrás da guia, mas sabe quando você fica com a pulga atrás da orelha achando que a pessoa vai te ignorar? De qualquer modo, deixei meu recado com a garota e ela falou o seguinte ‘Você fica aí no hotel porque a guia uma hora ou outra vai te ligar’. O que? Vou perder meu precioso tempo em Londres enfurnada num quarto de hotel esperando uma ligação? Que nada, fiquei só meia horinha no quarto e depois fui passear pela cidade.

Aproveitei meu ticket do dia anterior (o sightseem) para passear (nota, dia lindo de sol e basicamente o único). Fui até o big ben novamente para tirar uma foto, agora com iluminação, dei uma volta pela abadia de Westminster. Depois disso, atravessei a ponte de Londres e fui até a London Eye. Lá vi várias pessoas usando um gorro do angry Bird...uma graça! Tentei localizar a loja que vendia durante o percurso e adivinhe, eu achei. Comprei um gorro em forma de cabeça de urso, 16 libras. Eu achei caro, mas é aquela coisa né, eu não estava a fim de ficar com vontade de parecer ridícula.

Durante a compra do gorro eu encontrei um casal de brasileiros do Rio Grande do sul. Eles gentilmente me convidaram para acompanha-los e eu fui fazer os passeios com eles. Papo vai papo vem, e a moça me perguntou ‘você vai ficar só em Londres?’, e eu respondi ‘não, não, fico alguns dias em Londres e depois vou pra a Bélgica, Holanda e Alemanha’, nisso a moça fala ‘ah é uma pena né, agora os turistas não podem mais fumar maconha na Holanda’. 

Pense na minha cara de espanto. Que eu saiba eu não iria pra Holanda pra fumar maconha, mas tudo bem, tem gosto pra tudo. Durante esse passeio chegamos a ir ao palácio real e acabamos vendo o finalzinho da troca da guarda. Foi bem legal e o melhor, não tinha muita gente pra disputar lugar cativo. Ao final da troca da guarda o casal se despediu de mim porque eles iriam para outra cidade ou talvez eles queriam se livrar de mim hahaha.

Continuei meu passeio sozinha e eu retornei ao London Eye. Bem pertinho dali tem sempre uma feirinha muiitooo legal, isso inclusive foi a dica do casal de gaúchos que eu encontrei...lá é cheio de coisas artesanais e muita, mas muita comida e bebida cheirosa. Como eu estava economizando dinheiro fiz uma pesquisa de preço e achei um hambúrguer de kangoroo...uma delicia...5 libras

Nota: o rapaz que me atendeu era muito gato kakaka, um britânico peculiar com aquele sotaque forte, branquelo e olhos azuis.

Fiquei batendo perna pela feirinha e depois retornei ao ônibus, massss, esse dia ocorreu algo especial. Eu não sei se eu estava muito cansada, mas eu comecei a perceber que o ônibus não estava em nenhum momento passando em frente ao meu hotel. 

Eu pensava, vou dar mais uma volta para ver o que acontece. E nada de eu chegar no hotel. Pensei, pronto, estava tudo muito perfeito. Fiquei na dúvida, mas resolvi perguntar ao motorista ‘Senhor, esse ônibus irá passar pelo ponto J?’, e ele educadamente falou ‘não senhora, esse ônibus não irá passar por lá, esse ônibus ele faz os passeios do lado oposto deste ponto, então sugiro você pegar o metro’. Meu Deus, tudo o que eu não queria fazer, andar de metro em Londres. 

Eu lembro claramente do meu mantra aqui no Brasil ‘eu não vou andar de metro em Londres’, mas, Deus fez questão de me colocar a prova rs. Lá fui eu, no Underground de Westminster perguntar como eu chegava na estação Euston Station. 

Conversei com o cara do metro e o perguntei ‘Senhor, preciso chegar em Euston Station’, e ele começou a me explicar, só que chegou num dado momento, ele ficou em silencio e eu pensei ‘bom, ele terminou de me explicar’, foi só eu dar as costas pro cara que já levei uma bronca ‘escuta aqui mocinha, eu não terminei minha explicação ainda’. Pedi desculpas e continuei a escutar o cara. Explicações dadas, lá fui eu comprar o ticket. 4 Libras um bendito ticket de um dia. 

Entrei no metro e nem fazia ideia de que lado ir. Nunca havia andado de metro na minha vida. Cheguei à plataforma 2 onde o rapaz havia me dito pra ir, e perturbei um senhor muito simpático ‘é essa plataforma que leva ao Euston Station?’, e ele responde, ‘eu não tenho certeza menina, mas acho que é sim’. Incerteza nessas horas não é muito bom, mas o que eu tinha a perder? 

Entrei no metro, vi aquela malha ferroviária e entendia bulhufas. Nisso vi um senhor sentadinho e perguntei a ele, ‘senhor, esse metro vai para o Euston Station?’, e ele respondeu ‘no próximo pronto vc precisa descer e lá pegar um outro metro’, ai meu Deus, foi o que eu pensei, rs. 

Desci do metro e novamente abordei outra pessoa, ‘qual é o metro que eu devo pegar para ir ao Euston Station?’, a resposta, ‘ah eu não sei por que eu sou apenas turista’. Procurei algum funcionário da estação pra perguntar né? 

Achei um bendito e perguntei, ‘senhor qual é o metro que vai pro Euston Station?’, resposta ‘ele chega em 3 minutos’, como eu não havia entendido bem a resposta, perguntei novamente e o cara me pegou pelo braço, ‘tá vendo ali na tela? O metro que vc precisa pegar chega em 3 minutos’. E quem disse que eu esperei os 3 minutos? 

Chegou um metro e eu entrei sem titubear, só que detalhe, não era esse que eu deveria ter pegado. O metro começou a andar e eu fui vendo os pontos passarem, até que tomei coragem e desci num deles. Novamente pra praticar meu inglês, desci num ponto qualquer e perguntei pra um outro senhor, ‘senhor, qua l metro vai pro Euston Station?’, ‘ah é o próximo, e vc desce no segundo ponto’. Aleluiiiiaaaa...ia chegar no hotel viva e antes do metro fechar.

Cheguei à tão desejada estação. Lá perguntei a um guarda como eu chegava no hotel. Como eu aprendi a lição fiquei até o finalzinho da explicação. O guarda era extremamente gentil.

Hotel a vista, nunca fiquei tão feliz na minha vida. Fiquei pelo hall para acessar o wi-fi e nisso quem eu encontro? Um grupo de brasileiros, e nisso uma voz diz ’vai lá e pergunta se eles estão com a Condor’. Dito e feito, o grupo estava com a Condor e eles imediatamente me levaram pra conhecer a guia. Vocês precisavam ver a alegria da guia quando me viu ‘ah vc é a turista brasileira perdida?’, e eu pra não perder a piada ‘sou eu sim’.

Depois de muitos beijos e abraços (intimamente fiquei feliz em encontrar o pessoal), fomos fazer um passeio noturno por Londres. Nota: O passeio pela Condor custou 35 libras, meio carinho sendo que eu paguei 29 libras para ver a mesma coisa.

Durante esse tour noturno tivemos o acompanhamento de um guia português. Ele era muito divertido diferente da nossa guia da Condor que praticamente não nos acompanhava nos tours. Sim, a condor tem um guia e esse guia chama outro guia para fazer as explanações. Londres a noite é muito fria, principalmente perto do rio Tamisa.

Nesse dia o tour incluía uma visita a um pub, mas era um legitimo pub, e imagina o pessoal se esbaldando. Tínhamos direito a uma bebida. Eu até pensei em pedir uma cerveja forte (que é a tradicional em Londres), mas eu optei por tomar uma crida. 

Depois do primeiro gole eu já estava dando muitas guargalhadas, ok, as gargalhadas eram contidas. Infelizmente não parei para pegar o nome do pub e citar aqui para vocês, mas este pub fica bem ao lado da nova prefeitura de Londres, que por sinal, é do formato de um ovo quase caído rs. Como todo o tour é corrido, só deu tempo de tomar uma bebida, mas valeu muito a pena. Ainda mais com o pessoal que era muito divertido.

Nota: Assim que retornamos ouvi o pessoal reclamando que não conseguia fazer ligações para o Brasil, e como nos primeiros dias eu levei uma bela sova, havia aprendido a fazer ligações para cá.

No hall do hotel havia alguns computadores e o pessoal normalmente passava batido por eles, mas, na verdade esses eram os telefones do hotel. Você coloca a moedinha, e faz todo o procedimento de ligação por esse computador. É um monitor touch. 

Ensinei ao Romulo (o painho) como deveria proceder, e quando ele conseguiu falar com os filhos foi a maior felicidade. Nisso, outro casal me pediu para ensinar, e eu expliquei numa boa. Particularmente foi muito legal ver que eu fui útil para alguma coisa, e que as pessoas ficaram agradecidas por isso. No final das contas o Romulo havia ensinado como fazer ligações para outras pessoas, e por aí foi. Nessa brincadeira de ligar para o Brasil eu gastei 4 libras.

Outra coisa engraçada aconteceu quando voltamos ao hotel. Tinham duas senhoras cariocas que queriam trocar euros por libras, mas elas não sabiam como falar inglês. Daí eles conversavam com outros casais pedindo ajuda, mas acho que eles tinham vergonha em falar inglês, não sei ao certo. Só sei que me meti na conversa e falei ‘vcs querem ajuda? Eu vou ali ao cambio com vcs sem problemas’, e a mulher ‘ah que bom outra brasileira pra ajudar’. Chegando à casa de cambio adivinha quem estava lá? Um indiano! Eu conversei com o cara e expliquei que precisava trocar algumas moedas. Nota: a libra é bem cara, e a taxa de serviço que eles cobram é de 2 libras.

Em síntese, o terceiro dia foi cheio de emoções porque me perdi em Londres (nos metros), encontrei os brasileiros do meu grupo e pra finalizar, pude ajudar o pessoal.

Dica sobre como realizar ligações do exterior para o Brasil:

Se você realizar ligações pelo orelhão basta você proceder da seguinte forma, inserir as moedas (no meu caso 3 euros só foi possível conversar por pelo menos um minuto), digitar 00 mais 55 que é o código do Brasil, 41 é o código de Curitiba e 30203089 é o telefone desejado. Ficando assim 00554130203089.

Eu não aconselho que sejam feitas ligações do hotel, pois os que eu fiquei solicitavam o cartão de crédito como forma de garantia. Como você normalmente se empolga ao telefone isso poderia causar algum tipo de prejuízo.

Alguns detalhes que notei na viagem, a Claro não funciona na Bélgica, Holanda e Alemanha.

Gastos do dia:
- Hamburguer de Kangooro: 5 libras.
- Metro: 4 libras.
- Passeio noturno Condor: 35 libras
- Gorro em formato de cabeça de urso: 16 libras

Fotos:

Finalzinho da troca da guarda no palácio real.

Hamburguer de kangoroo que comi perto da london eye
Um beijo.

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